Ver...e ser visto. Não espero que as pessoas me vejam como elas querem que eu seja. Prefiro que as pessoas me vejam como sou realmente. Uma imagem pré-estabelecida não oferece a oportunidade da essência vir à tona e podemos aparecer como os outros querem que sejamos...como o pré-conceito que anda na contramão da autenticidade. Se ver filmado é constrangedor porque parte de nossa alma é roubada e ver a própria alma não é inerente ao olhar do sentimento humano, por isso sempre parecemos ridículos quando nos vemos numa tela. Mas para os outros a normalidade das almas é fato desejado, ao julgamento perdido em vazios sobre a alma alheia. Ver o outro é fácil até onde podemos perceber a sutileza da alma roubada, e entender que ela foi roubada. Porém, ver somente para julgar sem perceber a alma na sua essência é a mais louca burrice, inerente somente aos seres humanos, ao ver sem observar a instantânea perda de um pedaço do olhar, que é roubado daquele que vê, juntamente com a alma daquele que é visto. Para isso existem os espelhos. ..para isso existe o abismo. Confuso?
Imagina...vai lá e se olha num espelho e depois fala comigo, mano!
Imagina...vai lá e se olha num espelho e depois fala comigo, mano!

Conheço pessoas que não gostam de serem vistas pelos outros num espelho. Dá pra crer? Pra mim é pora bobagem
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